Dor no peito, falta de ar, coração acelerado e sensação intensa de medo são sintomas que assustam e com razão. Em muitos casos, esses sinais podem estar relacionados a uma crise de ansiedade. Em outros, podem indicar algo muito mais grave, como um infarto. O problema é que esses dois quadros podem ser facilmente confundidos, o que torna a informação correta essencial para salvar vidas.
Entender as diferenças ajuda a agir com mais segurança e rapidez, principalmente para quem pratica atividade física regularmente.
Quais sintomas são comuns em uma crise de ansiedade?
Durante uma crise de ansiedade, o corpo entra em estado de alerta, provocando reações físicas intensas. Entre os sintomas mais comuns estão coração acelerado, sensação de falta de ar, tremores ou formigamento, sudorese, tontura, aperto no peito sem padrão definido e uma sensação intensa de medo ou de que algo muito grave vai acontecer.
Geralmente, a crise começa de forma súbita, dura alguns minutos e tende a melhorar conforme a pessoa se acalma, controla a respiração ou muda o foco da atenção.
Quais são os sinais de um infarto?
No infarto, o padrão dos sintomas costuma ser mais preocupante. A dor geralmente é forte, em aperto ou como uma sensação de peso no centro do peito. Essa dor pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula, costas ou ombro.
Também podem surgir falta de ar, suor frio, náuseas, palidez e um mal-estar intenso. Em alguns casos, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser diferentes, como cansaço extremo, queimação no estômago ou apenas falta de ar, mesmo sem a dor clássica no peito.
Qual é a principal diferença entre ansiedade e infarto?
A principal diferença está na evolução do quadro. A crise de ansiedade tende a melhorar com o tempo, principalmente com respiração controlada, acolhimento e tranquilização. Já o infarto não melhora. Os sintomas costumam persistir ou piorar com o passar dos minutos.
Enquanto a dor relacionada à ansiedade é mais variável e difusa, no infarto ela costuma ser contínua, dura mais de 20 minutos e não muda com posição, respiração ou distração.
Na dúvida, a orientação é sempre tratar a situação como emergência.
Por que esses quadros são facilmente confundidos?
Ansiedade e infarto podem provocar sintomas semelhantes, como dor no peito, falta de ar, palpitações, sudorese, tontura e sensação de morte iminente. Além disso, o próprio infarto pode gerar ansiedade, aumentando ainda mais a confusão.
Por isso, tentar se autodiagnosticar pode atrasar um atendimento essencial e colocar a vida em risco.
O que fazer diante de dor no peito ou falta de ar?
Dor no peito nunca deve ser atribuída à ansiedade sem avaliação médica. É fundamental procurar atendimento de emergência imediatamente quando a dor dura mais de cinco minutos, irradia para braço, mandíbula ou costas, vem acompanhada de falta de ar intensa, suor frio, desmaio ou surge durante esforço físico.
Pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes, tabagismo ou histórico familiar de doenças cardíacas, devem ter atenção redobrada. Em situações de risco, não dirija. Acione o SAMU pelo telefone 192.
Atitudes que colocam a saúde em risco
Algumas atitudes podem atrasar o diagnóstico e agravar o quadro, como esperar para ver se os sintomas passam, tomar medicação para ansiedade por conta própria, deitar e aguardar por horas, continuar treinando mesmo com dor ou tentar ir sozinho ao hospital.
No infarto, cada minuto de atraso representa maior risco e maior perda de músculo cardíaco.
Cuidar do coração também faz parte do treino
Saúde vai muito além da estética. Treinar com orientação, respeitar os sinais do corpo e buscar ajuda quando algo foge do normal fazem parte de um estilo de vida realmente saudável.
Ouvir o seu corpo é um ato de cuidado. Na dúvida, pare, procure ajuda e priorize sua saúde.
